Auto estima e família | Marci Marciano | Consultora de imagem

Auto estima e família

Vocês já pararam pra pensar na relação auto estima e família?
Vou contar como descobri isso e acredito que seja a história de muitas de vocês.
Minha mãe biológica sempre tentou emagrecer, tomava toda classe de remédios e já fez tudo que é cirurgia plástica. Morei com ela dos 8 ao 12 anos e sempre percebi esta insatisfação com o corpo.
Meu pai, que era minha referência, sempre foi encanado com o corpo, porque falava que a câmera engorda, por isso, queria se manter magro.
Minha mãe que me criou é uma mulher grande, e sempre a ouvi se chamar de gorda. Minha madrasta, que é uma mulher dentro do padrão de beleza sempre se achou feia.
Na minha família não tinham pessoas com a auto estima equilibrada, e até por falta de conhecimento no assunto, focavam sua auto confiança na aparência física e nunca me ensinaram a ser confiante, já que eles também não eram.
Quando encontrei o body positive e entendi que meu valor independe da minha beleza física, mesmo antes disso, na terapia, comecei a focar nas minhas qualidades como pessoa e a dar menos peso à aparência e isso me trouxe paz no coração.
Mas não tem como a gente saber algo que não os foi ensinado, né?!
Não culpo minha família pela minha (antiga) baixa auto estima, ninguém te dá o que não tem e nem aceita no outro o que não aceita em si. Por isso, e importante ao invés de falarmos com as amigas sobre a nova dieta da moda, é falarmos sobre nossas inseguranças e como podemos diminuir isso.

Dicas para melhorar a auto estima:

Um dos exercícios que ajudaram a me sentir melhor foi listar minhas qualidades. Na época, minha psicóloga pediu pra listar 10, juro que só consegui 5 e ainda inventei 3. Mas foi um bom começo.
Comecei a me encarar no espelho, me ver de frente, com neutralidade, não me permitia julgar nada, só me observar. Este foi o mais difícil de todos, mas ajudou a me conhecer e me ver de frente.
Minha maior batalha era me aceitar, e entender quem e sou. Sempre fui muito presa na opinião nos outros, principalmente na do meu pai. Ano passado tivemos uma divergência de opinião, e isso me deixou muito triste, mas como estava segura de quem sou e do que quero pra mim, consegui entender que se eu me aceito como sou, as pessoas também vão aceitar. E aquilo que incomoda no outro é o que mais incomoda em você mesmo.
Não sou mãe, não tenho como opinar, mas a forma que vocês se relacionam com seu corpo e consigo mesmas vai refletir na auto estima e segurança dos seus filhos então pense em você, se cuide, se trate bem, que assim você também está fazendo um bem pra eles.

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Marci Marciano

"Vejo a moda como a principal ferramenta para expressar aquilo que somos e elevar a auto estima."

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